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terça-feira, 13 de outubro de 2009

MÍDIA-EDUCAÇÃO (Resumo por Maria Luiza Beloni)

RESUMO DO LIVRO:
O QUE É MÍDIA NA EDUCAÇÃO? POLÊMICAS DO NOSSO TEMPO

Maria Luiza Beloni

Neste livro Belloni trata de como funciona a autodidaxia para adequar métodos e estratégias de ensino e assegurar que não se percam de vista as finalidades maiores da educação, ou seja, formar o cidadão competente para a vida em sociedade o que inclui a apropriação crítica e criativa de todos os recursos técnicos que estão à disposição desta sociedade.
Mc Luhan há 40 anos lançou o desafio “o meio é a mensagem”, refutando assim a tese da neutralidade do meio tecnológico ao transmitir a mensagem. Apontando assim para a tese que hoje é aceita que chamamos “linguagens das mídias eletrônicas”.
Hoje percebemos a influência dessas Tecnologias de Informação e Comunicação TIC nas pessoas, sobre os processos e nas instituições sociais.
Uma questão crucial formulada por Belloni é: como poderá a escola contribuir para que todas as nossas crianças se tornem utilizadoras (usuárias) criativas e críticas destas novas ferramentas e não meras consumidoras compulsivas de representações novas de velhos clichês?
A instituição escolar poderá responder a esse desafio integrando as tecnologias de informação e comunicação ao cotidiano da escola na sala de aula, de modo criativo, competente. Isto exige investimentos significativos e transformações profundas e radicais em: formação de professores; pesquisa voltada para metodologias de ensino; nos modos de seleção, aquisição e acessibilidade de equipamentos; materiais didáticos e pedagógicos, além de muita, muita criatividade.
Novos desafios são lançados para o professor onde o mesmo terá que aprender a trabalhar em equipe e a transitar com facilidade em muitas áreas disciplinares. Será imprescindível quebrar o isolamento da sala de aula convencional e assumir funções novas e diferenciadas.
O papel de mediador entre meios de comunicação e realidade cabe a diferentes agentes presentes nas vidas das crianças, a começar pelos pais. É na família que a mediação deveria acontecer diretamente, visto ser no aconchego do lar que, normalmente, ocorre a recepção das mensagens comunicacionais.
Cabe também à escola este papel de mediador e formador do espectador crítico. A própria Belloni, entretanto, coloca em seu artigo que a variação dos universos de socialização das crianças e os diferentes papéis que eles exercem: “Enquanto a família, a classe social, o bairro, os grupos de pares, e às vezes, a religião são fatores de diferenciação das crianças face ao processo de socialização, a escola e a mídia funcionam como fatores de unificação, cuja finalidade é assegurar o consenso em torno de valores e normas supostamente aceitos.” (p. 34)

A escola que tem condições teóricas e práticas de executar a tarefa de educação para as mídias. “Como depositária do espírito crítico, responsável pela elaboração das aprendizagens e pela coerência da informação, a escola detém a legitimidade cultural e as condições práticas de ensinar a lucidez às novas gerações.”(p.41)
O que se destaca é a necessidade de integrar os meios de comunicação à escola, tanto como instrumento, quanto como objeto de estudo, considerando a nova linguagem e forma de expressão que eles introduzem no universo infantil, principalmente a televisão.
O problema consiste nas condições materiais e técnicas e no preparo de professores para esta tarefa. É considerável a responsabilidade dos sistemas educativos em relação a esse novo desafio que é formar os educadores para essa nova tarefa que é desenvolver disciplinas que são as ciências da informação e comunicação.
Quando focamos para a escola pública observamos que essa desigualdade é ainda maior ela oferece ensino de segunda classe, desempenhando seu papel na reprodução das desigualdades sociais onde deveria era desempenhar o papel de escola transformadora, que integra todos os recursos tecnológicos à disposição do homem contemporâneo, numa perspectiva inovadora e igualitária. Belloni encerra dizendo que: uma simples introdução de um suporte tecnológico não significa inovação educacional. Esta só ocorrerá quando houver transformação nas metodologias de ensino e nas próprias finalidades da educação.


sábado, 6 de dezembro de 2008

DEUS É CULPADO?

Finalmente a verdade é dita na TV Americana. A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:
Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?

Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:

Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.. Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua bênção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?

- À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc... Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Logo depois o Dr. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima, (o filho dele se suicidou) e nós dissemos: 'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'. E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos... (há diferença entre disciplinar e tocar).

Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade. E nós dissemos: 'Está bem!'

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.

Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da Internet. E nós dissemos: 'Está bem, isto é democracia, e eles têm o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.

Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios... Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender: nós colhemos aquilo que semeamos!!!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus: 'Senhor, por que não salvaste aquela criança na escola?'

A resposta dele: 'Querida, não me deixam entrar nas escolas!'

É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno.

É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue, ensina..

É triste como todo mundo quer ir para o céu, desde que não precise crer, nem pensar ou dizer qualquer coisa que a Bíblia ensina. É triste como alguém diz: 'Eu creio em Deus', mas ainda assim segue a satanás, que por sinal, também 'crê' em Deus.

É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados!

Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros!

É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na Internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho. É triste ver como as pessoas ficam inflamadas de Cristo no domingo, mas depois se transformam em cristãos invisíveis pelo resto da semana.

Você está achando engraçado? Você mesmo pode não querer reenviar esta mensagem a muitos de sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado. Não é verdade?

Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa... 'Garanto que Ele, que enxerga tudo em nosso coração, está torcendo para que você, no seu livre arbítrio, envie estas palavras a outras pessoas'.

sábado, 1 de novembro de 2008

Conta e tempo

Dando Conta do Tempo

Um poema, um texto que já me fez refletir sobre meu tempo, e tenho que pensar mais no seu aproveitamento adequado para não me perder na vida, nos anseios, nas diversidades de ansiedades e desejos desnecessários.


Conta e tempo


Deus pede estrita conta de meu tempo
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta;
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero acertar conta e não há tempo.

Ó vos que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis o vosso tempo em passa-tempo;
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.

Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.

Laurindo Rabelo

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mãos dadas, de Carlos Drummond de Andrade

    Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.


Autopsicografia, de Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Livre-se do excesso

Muito Interessante esse texto e nos chama à atenção para aliviarmos nossas "cargas".

Sua casa, armários e despensa, e inclusive o carro, estão repletos de
caixas cheias de coisas que não servem mais para nada, mas que você
ainda guarda por via das dúvidas, ou estão transbordando de coisas que
não usa há muito tempo, até mesmo desde quando as comprou?

O estilo de vida consumista nos leva continuamente a comprar e acumular
cada vez mais coisas, mas, em vez de trazer felicidade, como prometem os
anúncios de publicidade e os vendedores, muitas vezes os objetos que nos
cercam, mas que não usamos, terminam complicando a vida.

"Menos é mais", diz um anônimo, mas sábio, ditado popular. A procura por
qualquer livro, documento, ferramenta ou um número de telefone pode ser
um desafio como encontrar uma agulha no palheiro quando o ambiente está
abarrotado de coisas.

Desfazer-se do que não é mais útil requer esforço, assim como escolher
que coisas ainda servem e quais não. Mas é só lembrar a satisfação de
quando se livrou de algo que pensava que nunca poderia jogar fora ou
dar. Foi como se tirasse um peso do coração!

É possível receber os benefícios sem antes deixar um vazio? Segundo a
especialista Dominique Loreau, autora do livro "L´art de La Simplicité"
(A arte da simplicidade), isso não só é possível, mas o ideal para levar
uma vida baseada na simplicidade e na beleza.

Ao longo de seus anos de vida e estudo da filosofia zen no Japão, Loreau
descobriu que a simplicidade enriquece a vida, liberando-a de
preconceitos e restrições, e pode se refletir em cada uma das facetas de
nossa existência.

Austeridade nas compras, simplicidade nas roupas, clareza nos
pensamentos, frugalidade na alimentação. A simplicidade consiste em ter
pouco para encontrar a liberdade de chegar ao essencial. Isso se traduz
em elegância, bem-estar, serenidade e beleza. Algumas propostas podem
ajudar a seguir esse caminho:


# Busque o minimalismo confortável: Sua casa deve ser um local de descanso
e refúgio, onde cada objeto deve ter sua utilidade. Faça uma lista do
que você realmente precisa e do que é simplesmente decorativo e não
serve para nada. Desfaça-se do que não tem serventia. Há elementos de
caráter emocional, como as fotos de familiares e amigos, mas não é
preciso abarrotar a casa com elas por todas as partes.
# Pense duas vezes antes de comprar alguma coisa: Quando for adquirir
algo, reflita por alguns instantes se realmente terá alguma utilidade ou
se está comprando puramente por questões estéticas.
# Fuja das modas passageiras: Em vez de encher o guarda-roupa (e esvaziar
os bolsos) com roupas que só vai vestir por um ano e depois sairá de
moda, escolha roupas de boa qualidade e que não ficarão defasadas
rapidamente, para que dure mais tempo. É preferível ter uma peça do que
três que estragarão após a primeira lavagem.
# Pergunte a si mesmo se precisa de alguma coisa: Antes de guardar alguma
coisa, pergunte-se: "por que estou guardando isso? Para que serve?". O
mesmo se aplica às coisas que você já tem guardadas: se chegar à
conclusão de que não servem mais, dê de presente ou se desfaça delas sem
remorso.


Por Daniel Galilea
Efe-Reportagens

Sugestões de Livros para apoio ao trabalho com Produção de Textos:

Posto aqui, sugestão de livros para auxiliá-lo no trabalho com leitura e Produção de Textos. São livros que trazem propostas valiosas. Talvez até já conheçam alguns deles.  

1. O texto na Sala de Aula. Autor: João Wanderley Geraldi. Ed. ASSOESTE. 
2. Escrever é Desvendar o Mundo (A Linguagem Criadora e o Pensamento Lógico. Autor: Severino Antônio M. Barbosa e Emília Amaral. Coleção Educar Aprendendo. Editora Papirus. 
3. Cem Aulas Sem Tédio - Língua Portuguesa. Autores: Antônio Falceta, Lígia Mathes, Vanessa amorim e Vivian Magalhães. Editora Instituto Padre Reus. 
4. Escrever é Divertido. Autor: Simão de Miranda. Papirus Editora. 
5. Oficina de Dinâmica de Grupos - Para Empresas, Escolas e Grupos Comunitários. Autor: Simão de Miranda. Papirus Editora. 
6.Do Fascínio do jogo à alegria de aprender nas séries iniciais. Autor: Simão de Miranda. Papirus Editora. 

Espero que lhes possam ser úteis.  

Um grande abraço.  

Saulo.