quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O julgamento dos políticos do PT - de Dirceu a Genoíno

Em que consistiu realmente esse julgamento?
Em fatos e em provas encontradas?
Em hipóteses pré-estabelecidas?
Em comentários políticos?

Não se engane o Ministro, recém-empossado, o sr. Joaquim Barbosa, pois o que se orquestra no cenário onde hoje ele está é uma peça dantesca, que, quando menos ele esperar podem colocá-lo para representar, também, um personagem do Inferno de Dante, e não ter onde firmar suas mãos.
Ele, pela sua origem, como muitos, pode avaliar a origem e o destino de tantos quantos lutaram contra a ditadura, e, por isso mesmo, nossa tão farfalhada elite, com requintes, sabe fazer pirotecnias e, para tirar os olhos de sobre eles, dirigem os holofotes, dos quais sabem ter certo controle, para iluminar pontos pintados por essa imprensa pró-burguesa e burguesa dessa País, que um dia foi condenado a ser uma américa latrina, e, aos poucos, tem conseguido sua libertação, pela conscientização e renovação política, pela vontade do povo, manifestada nas urnas.
Só que nossa elite não aceitaria isso de mão-beijada, bem sabíamos...

E, para isso, conta com quem?
Com essa elite tradcional... e que agora se manifesta por meio de uma Corte, que se diz incontestável, infalível, nesse grande País...

Puxa.... e de onde vem esse poder todo? Não digo nem do poder da Corte Superior.... ou quase... digo, sim de um outro poder....

o da senhora IMPRENSA....esse 4º poder, estatelecido e estatuído, incontestavelmente e indevidamente nesse País do extinto pau-brasil (ou quase???)
                        ....que se acha para além das Cortes judiciais, judicantes e tudo mais...

A imprensa é inerrante? Até quando? E desde quando?

Não concordo que a imprensa seja incontestável em suas declarações... Pode até e deve ser livre, sim... mas deveria também, ser acrescido um item legal, um dispositivo, que dissesse que a Imprensa, além de ser livre, deveria ser também responsável, ter caráter social, e ser questionada...

Ah, vão me dizer, ela tem o Conselho da Imprensa...

Sim?... diria eu, e que é constituído por membros da imprensa, uma espécie de Corregedoria de si própria, e que aceita tudo o que se diz contra alguém, ainda que esse alguém seja destruído, como foi o caso de Ibsen Pinheiro, no passado, e também da suspeita de pedofilia, levantada contra aquele professor e diretor, um sr. de origem japonesa, de São Paulo, que, por essa razão, teve seu casamento destruído, sua escola faliu, e sua vida ruiu...

Agora, fazem ruir a vida de políticos com Genoíno e de Dirceu....
Não digo que não pudessem ou que teriam até errado em algo... 

Mas, em quê?

A Corte hoje apresenta, a meu ver, um julgamento e veridicto, baseado em relatos vagos e vazios da imprensa, sem um suporte concreto, baseado em afirmações iniciais de réus, como o sr. Roberto Jefferson, e outros de mesmo calibre....

Até quando seremos vítimas dessas acusações nefastas, e cidadãos normais e comuns, sem presas ao passado e a sangue azulado-europeu, não poderão fazer parte dignamente desse país, sem ser achicalhados e condenados por essa eflúvia e evanescente teoria do direito - do passado - ou mesmo do direito consuetudinário, quase, pois baseia-se em apenas manter o status quo de quem, parcialmente, deveria manter seu estabelecimento "ab ovo", sem perder essa sua propriedade?

A onda de acusacionismo que invadiu esse País parece não satisfazer sua indiganação e sua saciedade de ver concorrentes fora do páreo.
E, infelizmente, parece que aqueles que poderiam, pela sua história, perceber esse viés histórico, ainda que em situações e status privilegiados de manifestação de julgamento contextual, não estão percebendo a grande arena, para onde pretendem convergir todos os gladiadores, dentro de algum tempo, caso o povo também não percebesse e embarcasse nessas teorias do atual estado (de coisas) moderno...

E, para ser solidário com Genoíno e sua filha, nesse momento, posto aqui as frase dessa filha, que conhece bem o pai e sofre essas acusações pesadas em hipóteses de contexto histórico:




Meu nome é Miruna Kayano Genoino e sou filha de José Genoino Neto. Como parece ser raro encontrar jornalistas em que se pode confiar, decidi apostar neste e-mail que não sei se é correto, porque parece que você tem sido capaz de trazer outro olhar ao que vem acontecendo em nosso país.

Se puder, gostaria que lesse o texto que é o desabafo não só meu, mas de toda nossa família.

Um abraço,

Miruna
Veja os links - carta da filha de José Genoíno:

Em tempo: ao se demitir de cargo que ocupava no Ministério da Defesa, José Genoino leu a seguinte nota:
Adianto, aqui, as imagens dessa carta e de alguns texto afetos ao contexto:








sábado, 22 de janeiro de 2011

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Texto Artistas e intelectuais lembram 1989

Reproduzo reportagem de Gilberto Maringoni, publicada no sítio Carta Maior:

Chico Buarque avisou que não falaria. Brincava: viera como papagaio de pirata ao ato de apoio de artistas e intelectuais à candidatura de Dilma Rousseff, no teatro Casa Grande, Rio de Janeiro, na noite de segunda (18). Mas acabou caindo em uma provocação de Leonardo Boff e fez um brevíssimo discurso, que já está em todos os sáites, blogues e tuíteres pela rede:

“Venho aqui reiterar meu apoio entusiasmado à campanha da Dilma, essa mulher de fibra, que já passou por tudo, não tem medo de nada. Vai herdar o senso de justiça social, um marco do governo Lula, um governo que não corteja os poderosos de sempre, não despreza os sem-terra, os professores e os garis”.


Emendou com um parágrafo: “A forma de Lula governar é diferente. O Brasil que queremos não fala fino com Washington e nem grosso com Bolívia e Paraguai. Por isso, é ouvido e respeitado no mundo todo”.

E brincou: “Nunca antes na História desse país houve algo assim".

Aplausos, risos e charangas.

“É Dilma, é Dilma sim/ porque eu não penso só em mim!”

Final de campeonato

O clima era de final de campeonato, com bandeiras e agitação, como há muito as campanhas não exibiam.

É provável que um palco tão amplo e representativo do mundo da cultura no Brasil só tenha paralelo com a rede de apoiadores da campanha Lula de 1989. Quase duas mil pessoas lotaram platéia, corredores, mezaninos, hall de entrada e a calçada da casa de espetáculos, enquanto uma chuva intermitente desabava sobre a cidade. No palco, entre outros, estavam Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Rosemary, Alcione, Ziraldo, Fernando Morais, Elba Ramalho, Renato Borgehetti, Yamandu Costa, Hugo Carvana, Leci Brandão, Alceu Valença, Paulo Betti, Marco Aurélio Garcia, Chico César, João Pedro Stédile, Antonio Grassi, Sergio Mamberti e muitos outros.

O sociólogo Emir Sader, um dos organizadores, sintetizou: “Este é um ato daqueles que votaram e apoiaram diferentes candidatos no primeiro turno e que se reúnem para defender conquistas. O outro lado representa o caminho do obscurantismo”.


Para a professora de Filosofia Marilena Chauí, aquela era uma sagração da democracia. Do alto da tribuna, puxou da bolsa o panfleto da campanha José Serra, no qual estava escrito “Jesus é a verdade e a fé”. Sem titubear, emendou: “Este folheto é obsceno; obsceno religiosa e politicamente. Ele ataca o núcleo da democracia republicana, que é o Estado laico”. Em meio a aplausos, finalizou: “A minha geração viu um negro na presidência da África do Sul, um índio na presidência da Bolívia, um negro presidente dos Estados Unidos, um operário dirigindo o Brasil e verá uma mulher presidir o nosso país”.

Motivações

Uma das grandes motivações do ato foi a ofensiva midiática fundamentalista que tomou conta da reta final da campanha eleitoral, aproveitando-se de erros e tropeços da candidatura Dilma. De uma disputa que aparentava ser um passeio para o governo, existe agora uma batalha voto a voto, que toma conta de setores de esquerda e mesmo daqueles que se desiludiram com a ação oficial e saíram em busca de uma terceira via no primeiro turno.

No Casa Grande, a convergência era o tom. Lia de Itamaracá levantou a platéia ao entoar “Essa ciranda quem me deu foi Lia, que mora na ilha de Itamaracá”. Não era um ato propriamente, era uma celebração.

Aproveitando o clima, Beth Carvalho parodiou o sucesso de Zeca Pagodinho, cantando: “Deixa a Dilma me levar/ Dilma leva eu, Dilma leva eu (...)/ Sou feliz e agradeço/ Por tudo o que você me fez”.

Leonardo Boff era talvez a expressão maior do caráter plural do ato. Apoiador de Marina Silva, ele optou por Dilma no segundo turno e pronunciou um emocionado discurso de 25 minutos. “Se com Lula, a esperança venceu o medo”, lembrou, “com Dilma, a verdade vai vencer a mentira”. Para Boff, esta eleição é mais do que o confronto entre dois candidatos, representa o confronto entre duas idéias de Brasil. “Se a oposição ganhar, teremos imensos retrocessos”. E com palavras duras, sintetizou o clima do país: “O que as classes dominantes não permitem é que um filho da pobreza, um peão como Lula, chegue à presidência. Gostariam que Lula ficasse na fábrica, produzindo para eles”.

Antes da fala de Dilma, foi lido o poema Os filhos da paixão, de Pedro Tierra, sob silêncio absoluto. Um de seus trechos diz:

“Queremos um país onde não se matem as crianças/ que escaparam do frio, da fome, da cola de sapateiro./ Onde os filhos da margem tenham direito à terra,/ ao trabalho, ao pão, ao canto, à dança,/ às histórias que povoam nossa imaginação, às raízes da nossa alegria”.

Dilma fala

O cenário estava pronto. Anunciada como futura Presidente da República Federativa do Brasil, Dilma falou por 37 minutos. Para quem a viu nervosa e tensa no dia anterior, no debate da Rede TV!, ali estava outra pessoa. À vontade, com a palavra fluindo fácil, a candidata percorreu temas complexos, como política energética, relações internacionais, alocação de recursos, papel do Estado, educação, cultura, saúde e outros com desenvoltura.

Começou falando: “Vejo aqui um pedaço de minha vida. As músicas de minha juventude, os livros que li em vários tempos. Vejo aqui muitos que lutaram em décadas antigas”. Lembrou dos anos iniciais de sua militância, da prisão e das opções feitas. “Comecei a sonhar nos anos 1960. Era um sonho de um Brasil que tinha de mudar, um Brasil que tinha de ser diferente. Sonhamos revoluções e aprendemos a perder. Quem perde adquire uma imensa capacidade de resistir. Eu me formei na vida política perdendo. Tenho muito orgulho de minhas derrotas. Foram derrotas de uma vida correta”.

A certa altura, voltou-se para temas concretos. Lembrou mais uma vez que o governo FHC queria mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Esmiuçou os modelos de exploração da riqueza subterrânea. “O governo passado preferiu um modelo conhecido como concessão. Quem encontrasse o óleo, era seu dono. Manter o modelo anterior significa privatizar o pré-sal!”

Ao mencionar a importância do desenvolvimento, recuperou uma idéia cara aos economistas heterodoxos: “Nós mudamos alguns tabus. O principal deles é de que o país não poderia crescer distribuindo renda. Hoje isso parece óbvio, mas nunca foi óbvio. Por trás desse tabu está uma visão mercantil do Brasil. Uma visão que incorpora uma parte da população nos benefícios da modernidade e pouco se importa com a outra parte”. Para ela, esta é a distinção entre sua candidatura e a dos adversários. “Não podemos aplicar no Brasil teorias de outros países que nem mesmo eles aplicam em casa”.

Ao desenhar o futuro do Brasil, Dilma afirmou: “Nós seremos uma nação desenvolvida. Mas não queremos ser os Estados Unidos da América do Sul, onde uma grande parte da população negra está na cadeia e uma parte da população branca pobre mora em trailers e não tem acesso às condições fundamentais de sobrevivência digna. Por isso nós somos hoje respeitados no mundo. E vamos ser mais, pois ninguém respeita um país que deixa parte de seu povo na miséria”.

No fim do ato, a chuva havia parado. Apesar do entusiasmo, todos ali sabem de uma coisa: ainda há ainda muita campanha pela frente até 31 de outubro.